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20a edição da Flip: programação principal




A Festa Literária Internacional de Paraty – Flip celebra seus 20 anos, retomando as ruas e praças de Paraty. A edição acontece de 23 a 27 de novembro de 2022, trazendo para o centro de seus debates a pluralidade de visões e sensibilidades que estão em jogo na contemporaneidade. Confira a programação principal da festa.



Programação:

Quarta-feira, dia 23 20h Mesa 1: Pátrios lares Mesa dedicada à autora homenageada pela Flip 2022, Maria Firmina Reis, que enfrentou anos de invisibilidade e esquecimento, mas produziu primorosos relatos para a história da literatura brasileira. Com especialistas na obra da autora e do período em que ela produziu, o painel pretende provocar um debate produtivo sobre gêneros literários, abolicionismos e a história do Brasil. Ana Flávia Magalhães Pinto (DF) Fernanda Miranda (BA) Midria (SP) Quinta-feira, dia 24 10h Mesa 2: Minha Liberdade Esta mesa propõe uma discussão sobre uma autora sem rosto, cujos escritos permanecem ainda pouco pesquisados. Trata-se do encontro de intelectuais que pesquisam a literatura brasileira e o período em que Maria Firmina dos Reis atuou. Em diálogo, eles podem nos ajudar a entender de que forma a produção da autora contribui para o pensamento sobre o Brasil, sobretudo a partir da Independência. Lilia Schwarcz (SP) Eduardo de Assis Duarte (MG) 12h Mesa 3: A literatura em que habito A mesa põe em cena escritas profundamente ligadas ao deslocamento, entreculturas, línguas e formas artísticas. Diversos trânsitos migratórios fazem de suas obras um entre-lugar em que se experimentam sentimentos de pertencimento e desarraigo, em que o sentido precisa ser constantemente retraduzido. Bessora (França, Gabão, Suíça) Carol Bensimon (RS) Prisca Agustoni (MG) 19h Mesa 4: O corpo de imagens Este encontro instiga reflexões sobre as conexões entre performance, poesia, fotografia, literatura e artes visuais, com a participação de artistas que compõem obras em suportes, linguagens e formatos variados. Lenora de Barros (SP) Ricardo Aleixo (MG) Patricia Lino (Portugal) 20h30 Mesa 5: A festa das irmãs perigosas Reúnem-se nesta mesa escritoras que inspiram novas formas de contar, seja por meio da desorganização dos gêneros literários canônicos, seja pela discussão profunda de gênero, seja – ainda – pela criação de novas linguagens na literatura, no cinema e no teatro. Camila Sosa Villada (Argentina) Luciany Aparecida (BA) Sexta-feira, 25 10h Mesa 6: Ainda longos combates Alusiva ao centenário da Semana de Arte Moderna, a mesa coloca frente a frente intelectuais que discutem as implicações de uma noção de brasilidade na literatura. Pensando no cânone brasileiro, eles colocam em pauta a contribuição de autores marginalizados para a criação de uma identidade que seria colocada em xeque pela Semana de 22. Allan da Rosa (SP) Eduardo Sterzi (RS) 12h Mesa 7: Risco e transformação Um encontro entre diferentes gerações de escritoras que trabalham com linguagens artísticas, e, ao se cruzarem em seus trabalhos, trazem uma discussão sobre as pontes entre poesia e artes visuais, feminismos e outros ativismos. Cecilia Pavón (Argentina) Fabiane Langona (RS) 15h Mesa 8: O que deixaram para adiante Esta mesa põe em diálogo autores que se apropriam de elementos presentes em discursos e tradições variados para reinventar gêneros e ressignificar acontecimentos, colocando genealogias em choque e questionando o presente. Ladee Hubbard (EUA) Geovani Martins (RJ) 17h Mesa 9: E se eu fosse A mesa reúne autores que borram as fronteiras entre o eu ficcional e o eu autoral. Com trabalhos tão genuínos quanto controversos por sua ruptura com o decoro, eles levantam questões sobre a politização da arte e os limites entre literatura, vida, texto, autoria e voz narrativa. Amara Moira (SP) Ricardo Lísias (SP) 19h Mesa 10: Do mal que tu me deste… A mesa reúne escritores que embaralham os gêneros literários com narrativas que explicitam as relações entre ciência, sociedade e literatura. A imaginação dos autores se alia a escritas que põem em suspenso as fronteiras, as definições e os limites do literário para indagar a ética da existência humana. Benjamin Labatut (Chile) Luiz Mauricio Azevedo (RS) 20h30 Mesa 11: Livre e infinito Mesa dedicada à artista Claudia Andujar, com a participação de duas gerações de fotógrafas brasileiras comprometidas com a Amazônia e os direitos humanos. Davi Kopenawa (RR) Nair Benedicto (SP) Nay Jinknss (PA) Sábado, 26 10h Mesa 12: Cidades e floresta O músico paratiense Luís Perequê, a educadora, filósofa e artesã Cris Takuá e o líder e cineasta indígena Carlos Papá, ambos do povo Guarani Mbya, trazem os saberes ancestrais e práticas locais para o centro do debate sobre a construção de sistemas abertos de cidade. Luís Perequê (RJ) Carlos Papá (SP) Cristine Takuá (SP) 12h Mesa 13: Memória Flip 20 anos Autores que participaram das primeiras edições da Flip discutem os rumos, produções e movimentos dos últimos vinte anos do cenário literário nacional e internacional. Pauline Melville (Guiana) Bernardo Carvalho (RJ) 15h Mesa 14: Diamante Rubro As autoras reunidas aqui desviam-se da simplificação e se abrem a ambivalências. Elas ressignificam a ideia de narrar os acontecimentos, inspirando um exercício do ofício literário que está em constante combate com a realidade. Com linguagens construídas à luz de suas experiências, elas lançam reflexões sobre o papel da arte e a força da escrita. Annie Ernaux (França) Veronica Stigger (RS) 17h Mesa 15: Desterrando o susto A mesa propõe o encontro entre duas autoras que escrevem sobre solidão, ruptura e travessias. Com desejo e bravura, em viagens pelo mar e pela terra, elas incentivam a criação de novos espaços para criação e imaginação do público. Nastassja Martin (França) Tamara Klink (RJ) 19h Mesa 16: Entrar no bosque de luz A mesa propõe o encontro de duas pensadoras de grande talento narrativo e perspectivas sócio-históricas diversas, de modo a pensar como a escrita e a imaginação constituem o espaço para rever, a contrapelo, o papel de mulheres e escravizados, entre outros, na tessitura do cotidiano. Saidiya Hartman (EUA) Rita Segato (Argentina) 20h30 Mesa 17: Palavra livre A mesa panlusófona responde à emergência de novas vozes, às margens dos espaços clássicos de consagração literária, a sua força lírica, a um só tempo poética e política. Ao mesmo tempo, em diálogo com outras linguagens, a mesa contempla a performance e a memória do corpo, que se reafirmam nas artes dramáticas e na própria escrita. Alice Neto de Sousa (Portugal) Lázaro Ramos (BA) Midria (SP) Domingo, 27 10h Mesa 18: O brando leque do gentil palmar Esta mesa reúne escritoras que incorporam causas e clamores coletivos nas mais variadas manifestações, expandindo os limites do que é lido como periférico, de Cuba ao Sertão brasileiro. Cada uma à sua maneira, as escritoras desnaturalizam olhares sobre o feminino e o feminismo com suas poéticas. Teresa Cárdenas (Cuba) Cida Pedrosa (PE) 12h Mesa 19: Encruzilhadas do Brasil Um diálogo que discute quais ideias sobre o Brasil, real ou imaginado, mobilizam sua criação, assim como de que forma outras manifestações artísticas influenciam a sua produção, expandindo ou misturando gêneros literários. Cidinha da Silva (BH) Cristhiano Aguiar (PB) 15h Mesa 20: Livros de cabeceira Como já é tradição na Flip, autores convidados reúnem-se para ler trechos de suas obras preferidas na última mesa da Festa Literária, “Livro de cabeceira”.

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